Plano de saúde negou atendimento? Entenda a cobertura obrigatória da ANS e quando buscar orientação jurídica

Negativas de cobertura por planos de saúde são uma das principais reclamações de pacientes no Brasil. Exames, cirurgias, internações ou tratamentos essenciais muitas vezes são recusados sob a justificativa de que “não constam no contrato” ou “não estão autorizados pelo plano”. O que muitos pacientes não sabem é que existe uma cobertura mínima obrigatória, definida pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que deve ser respeitada pelas operadoras.

Conhecer esses direitos é fundamental para evitar prejuízos à saúde e atrasos no tratamento.

O que é a cobertura obrigatória da ANS?

A ANS é o órgão responsável por regular os planos de saúde no Brasil. Ela define um rol de procedimentos e eventos em saúde, que estabelece a cobertura mínima obrigatória para os planos regulamentados.

Esse rol inclui consultas, exames, terapias, cirurgias, internações, tratamentos oncológicos, atendimentos de urgência e emergência, entre outros procedimentos essenciais. Quando um procedimento está dentro dessas diretrizes, a negativa do plano pode ser considerada indevida, mesmo que o contrato tente limitar a cobertura.

Negativas comuns que podem ser irregulares

Entre as situações mais frequentes enfrentadas por pacientes estão:

  • demora excessiva para autorizar exames ou cirurgias;
  • negativa de procedimentos prescritos pelo médico assistente;
  • limitação de sessões de terapias;
  • recusa de cobertura em casos de urgência ou emergência;
  • alegação de que o procedimento não consta no contrato.

Em muitos desses casos, a negativa contraria normas da ANS e a legislação de defesa do consumidor.

Quando buscar orientação jurídica?

Se o plano de saúde está dificultando o acesso ao tratamento, buscar orientação jurídica especializada é uma forma segura de entender:

  • se a negativa é legal ou abusiva;
  • quais são os direitos do paciente naquele caso específico;
  • quais medidas podem ser adotadas para garantir o tratamento, inclusive de forma urgente quando necessário.

A atuação jurídica não substitui o diálogo com o plano, mas se torna essencial quando a saúde do paciente está em risco ou quando as tentativas administrativas não resolvem o problema.

Informação é proteção

Planos de saúde têm obrigações legais claras, e o paciente não deve arcar com prejuízos, atrasos ou sofrimento por desconhecimento dos próprios direitos. Informação e orientação adequada são ferramentas fundamentais para garantir acesso à saúde com dignidade e segurança.

Se você está enfrentando dificuldades com seu plano de saúde, é importante buscar apoio e avaliar o caso de forma individualizada. Fale com minha equipe.

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